Quem pergunta quanto custa reformar um studio geralmente já tem a unidade em mãos, ou está prestes a ter. E a resposta honesta é que o custo por metro quadrado de um compacto não é o custo por metro quadrado de um apartamento grande dividido proporcionalmente. Ele é maior — e entender por quê é o que separa um orçamento realista de uma surpresa no meio da obra.
Por que o m² de um compacto custa mais
Num apartamento de 120 m², os ambientes caros — cozinha e banheiro — representam uma fração pequena da área total. Num studio de 32 m², eles são praticamente metade do apartamento. Como cozinha e banheiro concentram hidráulica, elétrica, impermeabilização, revestimento e marcenaria, o custo por metro quadrado sobe naturalmente.
Some a isso três fatores que aparecem em toda obra de compacto:
- Marcenaria sob medida em quase todo o perímetro. Em um studio, o armário não é um móvel: é a parede. Cama, bancada, guarda-roupa, despensa e às vezes a divisória do banheiro saem da mesma marcenaria.
- Nenhuma tolerância dimensional. Dois centímetros a mais num apartamento grande não mudam nada. Num compacto, mudam a circulação inteira.
- Logística de obra mais cara por m². O elevador de serviço, a caçamba, o bota-fora e as taxas de condomínio custam quase o mesmo para 32 m² e para 120 m².
As faixas praticadas em São Paulo
Como referência de mercado em 2026, reformas residenciais na cidade costumam ser citadas em faixas amplas — de cerca de R$ 2.500 a R$ 6.000 por m² em padrão médio, e de R$ 5.500 a R$ 10.000 por m² em alto padrão nas regiões mais valorizadas, como Itaim Bibi e Vila Olímpia.
Essas faixas servem para calibrar expectativa, não para orçar. Para um studio, é mais útil raciocinar por escopo:
Escopo enxuto — atualização de superfície. Pintura, troca de piso, iluminação, atualização de metais e louças, marcenaria pontual. Faz sentido quando a planta funciona e o imóvel só precisa sair da cara de “entregue pela construtora”.
Escopo intermediário — cozinha e banheiro. Os dois ambientes que decidem a foto do anúncio e a percepção de qualidade. Envolve hidráulica, revestimento, bancada e marcenaria completa nesses pontos.
Escopo completo — reforma integral. Demolição, elétrica e hidráulica refeitas, forro com projeto luminotécnico, climatização, revestimentos, marcenaria em todo o perímetro e acabamento de alto padrão. É o escopo que muda a categoria do imóvel, não só a aparência.
O que quase sempre fica de fora do orçamento
Três itens que costumam aparecer depois e desmontam a conta:
- Taxas e exigências do condomínio. Caução, seguro de obra, ART ou RRT, laudo de vizinhança em alguns prédios. Varia muito de edifício para edifício na região.
- Marcenaria como item de prazo, não só de custo. Um projeto de marcenaria sob medida leva de 25 a 35 dias entre aprovação e instalação. Se ele não entrar no cronograma no primeiro dia, a obra inteira espera por ele.
- Enxoval e mobília solta. Se o destino é locação, o imóvel só gera receita quando estiver pronto para receber alguém — e isso inclui o que não é obra.
Como pedir um orçamento que sirva para decidir
Um orçamento útil tem quatro coisas: escopo listado item a item, prazo em dias úteis, forma de medição por etapa e o que acontece se algo mudar no meio. Sem isso, você não está comparando propostas — está comparando números soltos.
Se você tem a planta da unidade, dá para chegar a uma estimativa inicial bem antes da visita técnica. É o primeiro passo que fazemos aqui.
Envie a planta do seu studio e receba em 48 horas o escopo preliminar, a faixa de investimento e o cronograma da sua unidade. Falar sobre o meu imóvel






